Wednesday, September 30, 2009

breu

em frente ao túnel negro hesitou o primeiro passo. Lá dentro apenas o escuro. Entrou lentamente medindo sua influência, pisando de leve como se seu pé pudesse afundar o chão negro. Os olhos abertos ao máximo não captavam uma só luz, uma só cor, um só brilho. Apenas o nada, e o transparente em forma de preto cobria todo o seu mundo naquele pequeno espaço. Continuou andando, entrando cada vez mais fundo no escuro contagioso. Aos poucos seu corpo foi escurecendo também. Pedacinho por pedacinho acinzentando e escurecendo, por fim negra dos pés a cabeça, breu infinito.

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